Do outro lado do beiradão: a fronteira entre Laranjal do Jari-AP e Monte Dourado-PA

dc.contributor.advisor1MARTINS, Carmentilla das Chagas
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9177083233995620
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0001-6308-1096
dc.creatorSILVA, Clarine Thays Barbosa da
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9264365432195656
dc.creator.orcidhttps://orcid.org/0009-0007-7156-8348
dc.date.accessioned2026-02-12T14:06:42Z
dc.date.issued2025-06-27
dc.description.abstractThe Amazon region has been and continues to be the scene of many encounters and disagreements that have arisen since the Portuguese conquest of these lands, and which have formed spatial, social and cultural boundaries, which also cross the extraction of latex, chestnut and cellulose in this territory. With the Military Dictatorship (1964-1985), the Amazon changed from the traditional perception of classic works that portray it as a “Green Hell” to the modern conception of “El Dourado”, encouraging the installation of large economic projects and the effective occupation of the region by foreigners and migrants. Thus, using the same method as Velho (2009), in comparison to Turner's Thesis of the “March to the West”, a large flow of internal migrations is observed in 20th century Brazil due to this incentive. In this context, we find the Jari Project, which was designed along the lines of the discourse of development and integration of the Brazilian territory, during a dictatorship that sought to take command of a process of modernization and transformation of society through its capitalist development, with the border being an important locus for this progress. Based on these aspects, this work aims to analyze the implementation of this development policy through the Jari Project, on the border between Amapá (Laranjal do Jari) and Pará (Monte Dourado), to understand the socioeconomic impacts on the relationships of the population that lived and lives on this border. Considering that there was no concern for the existing communities or for the changes that would arise from the borders, from the encounters and disagreements, from the contradictions and diversity of social relations marked by different historical and, simultaneously, contemporary times.
dc.description.resumoA região amazônica foi e é palco de diversos encontros e desencontros que surgem desde a conquista portuguesa destas terras, e que formam fronteiras espaciais, sociais e culturais, as quais também atravessam o extrativismo do látex, da castanha e da celulose neste território. Com a Ditadura Militar (1964-1985) a Amazônia passou da tradicional percepção das clássicas obras que a retratam como um “Inferno Verde” para a moderna concepção de “El Dourado”, incentivando a instalação de grandes projetos econômicos e a efetiva ocupação da região por estrangeiros e migrantes. Desse modo, utilizando do mesmo método de Velho (2009), em comparação a Tese de Turner da “Marcha para o Oeste”, observa-se no Brasil do século XX um grande fluxo de migrações internas devido este incentivo, nesse contexto se encontra o Projeto Jari, o qual foi pensado nos moldes do discurso de desenvolvimento e integração do território brasileiro, durante uma ditadura que buscou assumir o comando de um processo de modernização e transformação da sociedade através do seu desenvolvimento capitalista, sendo a fronteira um lócus importante para que se dê esse progresso. A partir destes aspectos, o presente trabalho tem como objetivo a análise da implantação desta política de desenvolvimento através do Projeto Jari, na fronteira entre o Amapá (Laranjal do Jari) e o Pará (Monte Dourado), para compreender os impactos socioeconômicos nas relações da população que viveram e vivem nesta fronteira. Considerando, que não houve preocupação com as comunidades existentes e nem com as mudanças que nasceriam das fronteiras, dos encontros e desencontros, das contradições e das diversidades de relações sociais marcadas por tempos históricos diversos e, simultaneamente, contemporâneos.
dc.identifier.citationSILVA, Clarine Thays Barbosa da. Do outro lado do beiradão: a fronteira entre Laranjal do Jari-AP e Monte Dourado-PA. Ano 2025. Orientadora: Carmentilla das Chagas Martins. 97 f. Dissertação (Mestrado em Estudos de Fronteira) – Departamento de Pós-Graduação, Universidade Federal do Amapá, Macapá-AP, 2025. Disponível em: Acesso em:
dc.identifier.urihttps://repositorio.unifap.br/handle/123456789/1926
dc.publisherUNIFAP - Universidade Federal do Amapápt_br
dc.publisher.countryBrasil
dc.rightsAcesso Aberto
dc.sourceVia SIPAC
dc.subjectFronteira amazônica - Laranjal do Jari (AP) - Monte Dourado (PA)
dc.subjectDesenvolvimento regional
dc.subjectOcupação territorial
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA::HISTORIA DO BRASIL
dc.subject.odsODS 8 – Trabalho decente e crescimento econômico
dc.subject.odsODS 9 – Indústria, inovação e infraestrutura
dc.subject.odsODS 11 – Cidades e comunidades sustentáveis
dc.subject.odsODS 16 – Paz, justiça e instituições eficazes
dc.titleDo outro lado do beiradão: a fronteira entre Laranjal do Jari-AP e Monte Dourado-PA
dc.typeDissertaçãopt_br

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