Estranhamentos e resistência: uma análise sobre relações (inter)culturais de indígenas da EJA numa escola urbana

dc.contributor.advisor1RIBEIRO, Adalberto Carvalho
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9093782969901989
dc.creatorMORAES , Elenilda Silva de
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/1331065993493264
dc.creator.orcidhttps://orcid.org/0009-0001-6291-7055
dc.date.accessioned2026-02-05T22:50:29Z
dc.date.issued2025-09-29
dc.description.abstractThis study examines the (inter)cultural relations established within a Youth and Adult Education (EJA) classroom composed of Tiriyó and Kaxuyana Indigenous and non-Indigenous students in a public school in Macapá. The significant presence of migrant Indigenous students enriches cultural interactions and creates opportunities for intercultural educational processes. The qualitative investigation is grounded in phenomenology and uses action research (Thiollet, 1986) combined with school-based intercultural projects (Akkari and Santiago, 2024), aiming to answer the question: How do (inter)cultural relations between Indigenous and non Indigenous youth and adult students in EJA manifest within the context of urban school culture? The ethnographic approach (Geertz, 2008; Lüdke and André, 2022; André, 2005) – using field diaries, participant observation, and attentive listening – combined with action research, enabled a thick and detailed description of the school culture and its particularities. Conducted at the Predicanda Amorim Lopes State School, administered by the State Department of Education (SEED), the research employed analytical categories such as Interculturality (Walsh, 2009; Candau, 2012; 2019), Culture, and Multiculturalism to reflect on the diversity present in the school environment. EJA in urban contexts was the modality investigated, including a historical and critical discussion of its trajectory and the diverse profile of its students in Amapá. Studies on Indigenous people in urban schools (Rezende, 2003; Morais, 2020; Serpa and Grando, 2019; Serpa, 2017) contextualized the phenomenon of migration to urban centers in search of education, particularly in the Amazon. The findings indicate that (cultural and intercultural) relations between Indigenous and non-Indigenous people in EJA in Amapá occur in a heterogeneous and oscillating manner, manifesting through exclusion and inclusion, stereotypes, episodes of racism and bullying, but also through gestures of respect, affection, and empathy. The school, despite its exclusionary culture, presents tensions and is a space of political and epistemic disputes. Thus, there are Indigenous students who understand these disputes and, although confronted with cultural essentialism (views of the Indigenous as either passive or national warriors), culture and its dynamics teach means of survival, which they manifest through cultural resistance. The studied school reveals inclusion attempts permeated by dynamics of folklorization and exoticization, yet it demonstrates an intercultural openness (even if functional) to diversity. On the other hand, action research with intercultural workshops and classes confirmed the potential for plural, dynamic, fair, and democratic educational practices, demonstrating that intercultural education can materialize as a viable alternative to break away from the monocultural daily life of the school rooted in colonizing traditions.
dc.description.resumoEste trabalho analisa as relações (inter)culturais estabelecidas em uma turma da Educação de Jovens e Adultos (EJA) composta por estudantes indígenas Tiriyó e Kaxuyana e não-indígenas em uma escola pública de Macapá. A presença significativa de indígenas migrantes no corpo discente dinamiza as interações culturais e cria oportunidades para processos educativos interculturais. A investigação, de natureza qualitativa, fundamenta-se na fenomenologia e utiliza a pesquisa-ação (Thiollet, 1986) articulada com projetos interculturais escolares (Akkari e Santiago, 2024), visando responder ao problema: Como se manifestam as relações (inter)culturais entre jovens e adultos indígenas e não-indígenas estudantes da EJA no contexto da cultura escolar urbana? A abordagem etnográfica (Geertz, 2008; Lüdke e André, 2022; André, 2005) – com uso de diário de campo, observação participante e escuta atenta – combinada à pesquisa-ação, permitiu uma descrição densa e detalhada da cultura escolar e de suas particularidades. Desenvolvida na Escola Estadual Predicanda Amorim Lopes, administrada pela Secretaria de Estado de Educação (SEED), a pesquisa mobilizou categorias analíticas como Interculturalidade (Walsh, 2009; Candau, 2012; 2019), Cultura e Multiculturalismo para refletir sobre a diversidade presente no espaço escolar. A EJA em contextos urbanos constituiu a modalidade investigada, incluindo-se uma discussão histórica e crítica sobre sua trajetória e o perfil diversificado de seu público no Amapá. Estudos sobre indígenas em escolas urbanas (Rezende, 2003; Morais, 2020; Serpa e Grando, 2019; Serpa, 2017) contextualizaram o fenômeno da migração para centros urbanos em busca de escolarização, sobretudo na Amazônia. Os achados indicam que as relações (culturais e interculturais) entre indígenas e não-indígenas na EJA amapaense ocorrem de forma heterogênea e oscilante, manifestando-se por meio de exclusão e inclusão, estereótipos, episódios de racismo e bullying, mas também por gestos de respeito, afeto e empatia. A escola, apesar da cultura excludente, apresenta tensões e é um espaço de disputas políticas e epistêmicas, assim, há alunos indígenas que entendem essa disputam, embora lidos com o essencialismo cultural (visões do indígena passivo ou guerreiro nacional) a cultura e sua dinâmica ensina meios de sobrevivência, eles manifestam isso através de resistências culturais. A escola pesquisada revela tentativas de inclusão permeadas por dinâmicas de folclorização e exotização. Mas que demostrou que tem uma abertura intercultural (mesmo que funcional) para a diversidade. Por outro lado, a pesquisa-ação, com oficinas e aulas interculturais, corroborou possibilidades educativas plurais, dinâmicas, justas e democráticas, evidenciando que a educação intercultural pode concretizar-se como alternativa viável para romper com o cotidiano monocultural da escola de tradição colonizadora.
dc.identifier.citationMORAES, Elenilda Silva de. Estranhamentos e resistência: uma análise sobre relações (inter)culturais de indígenas da EJA numa escola urbana . Orientador: Adalberto Carvalho Ribeiro. Ano 2025. 171 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Departamento de Pós-Graduação, Universidade Federal do Amapá, Macapá-AP, 2025. Disponível em: https://repositorio.unifap.br/handle/123456789/1912. Acesso em:.
dc.identifier.urihttps://repositorio.unifap.br/handle/123456789/1912
dc.publisherUNIFAP - Universidade Federal do Amapá
dc.publisher.countryBrasil
dc.rightsAcesso Aberto
dc.sourceVia SIPAC
dc.subjectEducação de Jovens e Adultos - EJA
dc.subjectInterculturalidade
dc.subjectEducação Indígena (Amapá)
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO::TOPICOS ESPECIFICOS DE EDUCACAO::EDUCACAO DE ADULTOS
dc.subject.odsODS 16 – Paz, justiça e instituições eficazes
dc.subject.odsODS 10 – Redução das desigualdades
dc.subject.odsODS 4 – Educação de qualidade
dc.titleEstranhamentos e resistência: uma análise sobre relações (inter)culturais de indígenas da EJA numa escola urbana
dc.typeDissertação
dcterms.publisherUNIFAP - Universidade Federal do Amapápt_br
dcterms.typeDissertaçãopt_br

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