Kumã mo fe tone methés? Como me tornei professor? Das correntezas do rio Uaçá aos desafios do rio Oiapoque
| dc.contributor.advisor1 | SANTANA, Leyla Menezes de | |
| dc.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/2886256237727135 | |
| dc.contributor.advisor1orcid | https://orcid.org/0000-0003-2181-3097 | |
| dc.creator | FORTE, Zequias Loriano | |
| dc.date.accessioned | 2026-05-21T17:37:54Z | |
| dc.date.issued | 2026-03-24 | |
| dc.description.abstract | This article presents a reflection on the formative trajectory of an Indigenous teacher from the Galibi Marworno people, from the experiences lived in the Kumarumã village, along the currents of the Uaçá River, to the challenges encountered in the urban context of the municipality of Oiapoque, in the state of Amapá, Brazil. The study aims to analyze the formative processes that contributed to the construction of Indigenous teaching identity, considering experiences of schooling in the village, training in the Indigenous teacher education program, admission to the Pedagogy degree at the Federal University of Amapá, and professional experiences in teaching and cultural mediation at the Kuahí Museum. The research is characterized as qualitative and adopts autobiographical narrative as a theoretical-methodological approach, engaging with authors who discuss teacher education, memory, and education, such as António Nóvoa (1992) and Marie-Christine Josso (2004), as well as the contributions of Paulo Freire (2013, 2017) and Moacir Gadotti (2007) on education as a practice of social transformation. Reflections by Gersem Baniwa (2019) on Indigenous school education and Mario Chagas (2005) on the educational role of museums are also considered. By revisiting memories and lived experiences, the study highlights the challenges faced by Indigenous teachers when moving between different cultural and educational contexts, as well as the possibilities for dialogue between traditional knowledge and academic knowledge. The study concludes that education constitutes an important instrument for strengthening Indigenous identity, cultural valorization, and social transformation, contributing to expanding the presence and recognition of Indigenous peoples in educational spaces and in society. | |
| dc.description.indigena | Sa ahtig la ka hepesãte un heflexiõ dji mo ixtwa formatxiv dji um phofisionál êdjê dji Pov Galibi Marworno, a un konétmã ki ka kumase dji pi kã mo kumase lekól pu juk ju dji jodla tut kumã mo pase lá viláj dji kumahumã, Ladã kuhã duble dji lahivie Uaçá, i sa osi un kõtext kote mo kõthe osi boku difukute ãdjidã sosiete dji municíp dji Oiapok, estad dji Amapá. A un lekól ki gãiê kom objetiv dji analise phoses iela dji fohamasiõ ki ka kõthibui pu kõsthusiõ dji mo kadêtxite kom methés êdjê, ki ka kõsidehe konetmã dji no kaz lekól iela ki no gãiê ãdjidã dji no lakumin iela, sa fohmasiõ dji magister êdjê, e osi pu êghese la kus dji lisêsiatur dji pedagogik dji Univesite Fedehál dji Amapá, sa konetmã phofisionál iela ki mo aphãn kom methés ki ka kõtxinê ãphan dji no thadjisiõ adjidã dji Museu Kuahí. A un peskiz dji kualitatxiv ki ka utilize un nahasiõ autobiografik kom ximê dji teorik-metodoloji, kote gaiê boku auto ka koze dji fohmasiõ, memuá e educasiõ, kumã: Antônio Nóvoa (1992) i Marie-Cristine Josso e Marie-Christine Josso (2004), i gãiê usi kõthibuisiõ dji Paulo Freire (2013, 2017) i Moacir Gadotti (2007) lá educasiõ kumã phatik de thãsfohmasiõ sociál. Êbe i gãiê osi mobilizasiõ i heflekisiõ dji Gersem Baniwa (2019) A hespék dji educasiõ lekól êdjê e dji Mario Chagas (2005) i ka mõthe un papie dji edukasiõ dji museu iela. Pu visite ixtwa e conétmã ki ka viv, êbe sa thavai dji lekól la, i ka mõthe boku fós e boku bhuiga ki methés êdjê iela ka pase, ke no metxe e kostum educasiõnál, tut a sinál dji boku bhiga, a un mãiê kote no gãiê posibilte dji koze ahespék dji no thadjisiõ e nate konetmã akademi. Êbe pu mo fuemê sa kõklusiõ la, edukasiõ kõstitui telmã îpohtã kom îsthumã dji fohtalese no kadãtxite êdjê, phatxike no thadjisiõ, kustum i thãsfohmasiõ sociál, ki ka kõthibui pu ãplie no phezãs i hukonétmã dji pov êdjê iela, no phezãs edukasionál i télmã îpohtã adjidã un sosiete. | |
| dc.description.resumo | Este artigo apresenta uma reflexão sobre a trajetória formativa de um professor indígena do povo Galibi Marworno, desde as experiências vividas na aldeia Kumarumã, nas correntezas do rio Uaçá, até os desafios encontrados no contexto urbano do município de Oiapoque, no estado do Amapá. O estudo tem como objetivo analisar os processos formativos que contribuíram para a construção da identidade docente indígena, considerando as experiências de escolarização na aldeia, a formação no magistério indígena, o ingresso no curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal do Amapá e as experiências profissionais na docência e na mediação cultural no Museu Kuahí. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa e utiliza a narrativa autobiográfica como caminho teórico-metodológico, dialogando com autores que discutem formação docente, memória e educação, como António Nóvoa (1992) e Marie-Christine Josso (2004), além das contribuições de Paulo Freire (2013, 2017) e Moacir Gadotti (2007) sobre educação como prática de transformação social. Também são mobilizadas reflexões de Gersem Baniwa (2019) acerca da educação escolar indígena e de Mario Chagas (2005) sobre o papel educativo dos museus. Ao revisitar memórias e experiências vividas, o estudo evidencia os desafios enfrentados por professores indígenas ao transitarem entre diferentes contextos culturais e educacionais, bem como as possibilidades de diálogo entre saberes tradicionais e conhecimentos acadêmicos. Conclui-se que a educação constitui um importante instrumento de fortalecimento da identidade indígena, valorização cultural e transformação social, contribuindo para ampliar a presença e o reconhecimento dos povos indígenas nos espaços educacionais e na sociedade. | |
| dc.identifier.citation | FORTE, Zequias Loriano. Kumã mo fe tone methés? Como me tornei professor? Das correntezas do rio Uaçá aos desafios do rio Oiapoque. 2026. Orientadora: Leyla Menezes de Santana. 29 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Pedagogia) – Campus Binacional de Oiapoque, Universidade Federal do Amapá, Oiapoque-AP, 2026. Disponível em: https://repositorio.unifap.br/handle/123456789/2120. Acesso em: . | |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.unifap.br/handle/123456789/2120 | |
| dc.publisher | UNIFAP - Universidade Federal do Amapá | |
| dc.publisher.country | Brasil | |
| dc.rights | Acesso Aberto | |
| dc.source | SIPAC | |
| dc.subject | Narrativa autobiográfica | |
| dc.subject | Saberes tradicionais | |
| dc.subject | Educação intercultural | |
| dc.subject | Formação de professores | |
| dc.subject | Narrativa autobiográfica | |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO:: ENSINO-APRENDIZAGEM | |
| dc.subject.ods | ODS 4 – Educação de qualidade | |
| dc.subject.ods | ODS 10 – Redução das desigualdades | |
| dc.subject.ods | ODS 11 – Cidades e comunidades sustentáveis | |
| dc.subject.ods | ODS 16 – Paz, justiça e instituições eficazes | |
| dc.subject.ods | ODS 17 – Parcerias e meios de implementação | |
| dc.title | Kumã mo fe tone methés? Como me tornei professor? Das correntezas do rio Uaçá aos desafios do rio Oiapoque | |
| dc.type | Trabalho de Conclusão de Curso - Graduação - Artigo |
